Cesta básica fica 50% mais cara em dois anos

Quintana

Cesta básica fica 50% mais cara em dois anos
Foto: José Quintana Jr

Comprar os produtos básicos nos últimos 24 meses está pesando no bolso do consumidor. Conforme os dados os disponibilizados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), um exemplo disso está no preço do óleo de soja. Em março de 2020, a garrafa de 900 ml custava, em média, R$ 4. Hoje, a média do produto em Santa Maria é de R$ 10. O óleo teve um aumento de 120% na variação mínima e 150% na variação média.

A cesta básica em julho de 2020 custava R$ 511, enquanto em julho desse ano era de R$ 754,19. Um aumento de praticamente 50% em apenas dois anos.  

Segundo o economista e professor universitário Mateus Frozza, são quatro os principais motivos para a elevação dos preços dos alimentos. A alta do dólar, a guerra da Rússia com a Ucrânia, o desabastecimento dos supermercados durante a pandemia, assim como a estiagem no verão e o inverno úmido e chuvoso até o momento. O grande desafio para consumidor está na falta de opções para substituir os produtos básicos e essenciais do dia a dia, que estão entre os que mais subiram de preço.

– O problema é que os itens que estão subindo são de consumo diário. Eu não consigo trocar o arroz e o feijão. Dificilmente, cozinhar sem o óleo. Trocar o leite pelo café, até porque o café subiu muito. Isso que está dificultando manter o orçamento em dia. Muitos estão comendo o pão só com a margarina, sem o presunto e o queijo – afirma.  

O café a que o economista se refere, por exemplo, ficou 36% mais caro de 2020 para 2022.

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Mercado

Para quem está acostumado a ir toda a semana ao supermercado, a elevação dos preços sempre assusta. Alguns produtos como a carne, o leite e a farinha subiram pelo menos 50% no período avaliado.

– Bastante assustador. A cada vinda ao mercado, dá para sentir a diferença. Alta considerável. Principalmente, o leite e a carne – diz a relações públicas Vânia Rocha, 61 anos.

Se de um lado os preços assustam, do outro, quem atua nos supermercados tem o desafio diário de tentar evitar repassar todas as elevações nos valores das mercadorias para os clientes.

– Cliente está todos os dias reclamando que estão subindo as mercadorias, acha que é por causa do mercado.  Temos que reduzir e muito a nossa margem, muitas vezes, não ganhando quase nada – argumenta Adriano Dornelles Rodrigues, responsável por um supermercado em Santa Maria.

De olho nas promoções para economizar nas compras

O economista Mateus Frozza explica que uma das formas de aliviar o bolso e ter menos prejuízos com o aumento de preço dos produtos básicos é ir mais vezes aos supermercados, comprar apenas o necessário, e principalmente, estar atento às promoções:

– Ir frequentemente ao mercado e aproveitar as promoções. De sacolinha em sacolinha. Só assim será possível perceber alguma economia. Principalmente após o dia 20 de cada mês, geralmente, há mais promoções. A maioria das promoções está na entrada dos mercados. É preciso ser criativo – orienta.

Dica que é seguida à risca pela dona de casa Leocádia Maria Lameira, 61 anos.

– Como moro perto do mercado e gosto de fazer compras, venho nos dias de promoção. Vale mais a pena. Vai variando as promoções, a gente vai conseguindo economizar. Fazer as compras que precisa. É a forma de girar com o dinheiro da gente – explica a dona de casa.

Especialistas também sugerem escolher hortifrútis e verduras da época, que saem mais em conta do que os produtos de fora da estação.

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